segunda-feira, 26 de março de 2007

Há 24 horas que não saio daqui...

Ao som de Dizzie Gillespie, falta 1 página para acabar com o Peer Gynt... Quinta-feira, mochila às costas e lá vou até Portugal fazer de conta de que tenho lá coisas muito importantes para fazer... Mas por acaso até tenho: deveres familiares, deveres de vinicutor (para já, mais dez anos e podem-me chamar viti-vinicultor!).

Esferográficas, canetas, rollers, lapiseiras

Porque é que insisto em comprar canetas, rollers especiais da Rotring, "porque são levezinhas e fazem uma letra bonita"? Até o diário é electrónico. Um dia, há-de haver teclados de computador verdadeiramente personalizados, com teclas de tamanho adaptável, cores ao gosto de cada um, incrustações em marfim, contornos em ouro, cinzelados de prata. Até lá, não esquecer de comprar "daquelas" Rotring na Papelaria Fernandes. Hoje vou entregar as minhas cassetes VHS a um sujeito que copia para DVD. Está tudo com medo de não conseguir ler os formatos antigos quando os leitores que tem em casa deixarem de funcionar. Seria como ter papiros que ninguém conseguisse decifrar... Lindo serviço! A mim não me apanham. Toca a copiar tudo para DVD e daqui a dez anos se verá!

domingo, 25 de março de 2007

Peer Gynt

Às voltas com uma retroversão do "Peer Gynt" para uma audição dos meninos na 4.a feira. Dez páginas! Jesus. O que o Jean inventa... Portanto, jornada em casa, em roupão e com a barba por fazer, apesar do sol que hoje voltou a mostrar o nariz. Umas horazinhas de música e fazer retroversão de literatura. É verdade, é um texto escrito em português por um colega do piano da Mariana (Rodrigo) sobre a história do Peer Gynt. Por isso mesmo, mensagem curta. Regresso ao trabalho. Mais logo, se houver tempo, tenho uma "indignação" a propósito do major!

sábado, 24 de março de 2007

"One photo a day..."

Uma foto por dia para mostrar o que é muito complicado de explicar por palavras. Há muitos anos, sonhava ser escritor, dos grandes, com mundo e palavras certeiras. Vivido, mostrando o mundo, conhecendo as pessoas, para fazer sonhar. Nem sequer tentei... O entusiasmo depressa passou para a fotografia. Nada de mais natural para quem gostava essencialmente de ver. Que fosse a América através dos livros de Steinbeck, o Haiti ou a Ásia fumarenta e ligeiramente ébria de Graham Greene, a Europa superficial e despreocupada de Cartier-Bresson ou Doisneau. O Mundo bárbaro de Sebastião Salgado. A luz suave de muito cinema olhado caoticamente do alto da adolescência, que nunca iria acabar. Uma caixa quadrada com um olho de vidro. Como uma bússola ou um termómetro. Encontrar o norte e a temperatura das coisas. Quais? Oh, nada de especial, pequenas coisas que entusiasmam ou desiludem, escrever e mostrar dando "passos em volta", como diz tão perfeitamente o grande poeta. Passos em volta, em círculo mais ou menos fechado. Coisas banais ou extraordinárias, um livro, um encontro, um golo do Benfica (ou do Quaresma pela Selecção, como este, fantástico, que acabou de marcar contra a Bélgica). Nada mais. Hoje: uma Jornada de "lutherie" no Conservatório do Luxemburgo (lutherie? Fabrico de violinos, violncelos, guitarras. Tem nome português? Claro que deve ter, agora não me ocorre e o dicionário está á em baixo...). Artistas fora do tempo, afáveis. Lentos e precisos no gesto. O que mais me arregalou o olho, o que gostava de ter trazido? Um violino? Não! Uma colecção de plainas em aço e latão, de todos os tamanhos! Perfeitas! Vêem-se aqui na foto de cima, deitadinhas, para não estragar a lâmina. "Ferramentas que só se usam para fabricar violinos, sabe?...", disse-me um deles. Pronto, se é assim, não vou roubar nenhuma... Hoje, como é o primeiro post, seguem 3 fotos. Tiradas com o telemóvel, a qualidade é fraquinha... Até amanhã.